sábado, 20 de junho de 2009

Quem nunca ouviu o vento gritar?

Partir pra ver o mar, a mata e o céu.

Onde tudo é tão claro, eu chego e tiro o véu.

Se perdi toda calma, lá eu recupero.

Andei toda vida, e nunca achei. Lá eu me acho.

Usei todas as cores, mas nunca me senti tão bem.

Vivi muitos amores, mas o de lá nunca esqueci.

Assisti três milagres, mas o maior aconteceu lá.

Nessa terra de palmeiras, não cantou o sábia.

Sentei no pé de laranja, e filmei a cena de lá;

A árvore brigando com a lua, que queria tocar o mar.

E mesmo que se ande, até o rico rio...

Você pode filmar, que a água até com pressa é bonita de olhar.

O vento tem inveja do colorido do céu, que todo dia muda de cor...

E fica lindo lá no céu. De raiva ele tenta quebrar o mar...

Mas o que consegui é torná-lo mais bonito, com suas ondas, em volta de tanto azul...

E o vento vive assim, se enraivando, e se acalmando, mas nunca fazendo mal...

A natureza do vento é essa... Trazer o bem, trazer o tempo, trazer lento o que virá...

Por fim, quando nós acabarmos, com o mar, com as árvores e com a lua, quando acabarmos com o céu e suas cores... Ele não terá mais do que se invejar, e se acalmará eternamente, nos privando de seu sossego envaidecido.

5 comentários:

Gabriela disse...

Nossa ficou lindo e profundo! Bem que poderíamos aprender a valorizar as coisas mais lindas e simples eu adoro!
Bjos

Menina Nina disse...

Nada melhor do que fechar os olhos na frente do mar e sentir o vento no rosto e o barulho das ondas! eita que esse vento vaidoso é encantador!

Priscila Mondschein disse...

Quando acabarmos com tudo privaremos as próximas gerações dessas lindas paisagens que vc descreveu...
Beijos

Tatá disse...

Muito profundo.
Bateu forte, aqui dentro.

Beijo meu :*

Celinho disse...

e eu fui com vc v esse marzão ein?,,,
belezinha~
a natureza he o que ah